domingo, 18 de janeiro de 2009

Vergonha Literária

Me perguntaram se tinha vergonha de escrever. Eu hesitei um pouco na hora de falar, mas na verdade eu até tinha. Depois comecei a me despir sobre os cadernos e blocos de nota da vida, blogs e outros meios de atingir o público. Expliquei o meu método de escrever: Tiro a roupa, faço umas quarenta flexões, olho no espelho, vou para o banheiro e entro na água gelada, que é pra esfriar a cabeça e liberar o que tiver preso. Sento pelado em frente ao computador e começo a escrever, sem parar... Não, não tenho vergonha de escrever. Vergonha de quê? Das palavras ditas aqui, ou dos erros de ortografia? O Poeta pode tudo, não há ditadura que impeça-o de expôr o que pensa ou fatos presenciados por personagens dele. Por isso, não há vergonha. Mas se entram no meu quarto e me pegam com a janela aberta botando tudo pra fora, logo fico tímido. Um pouco de medo do ridículo. Depois, me deparo com contos de Nelson Rodrigues e Bukowski. Num bar trocamos idéia a noite toda. Eles me contam sobre as putas que não comeram e tudo fica numa boa.

7 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Por favor não tenha mesmo vergonha de escrever, pois nós seus leitores perderiamos o prazer de ler seus devaneios!!!Bjs sólidos!

19 de janeiro de 2009 às 06:14  
Blogger Unknown disse...

Vergonha?
"O importante é ser você, mesmo que seja bizarro" diz a Pitty =]
Adorei o blog!!
Vou colocar o link no blog Na Veia.
Bjao!

20 de janeiro de 2009 às 01:58  
Blogger Vanessa David Justo disse...

Adorei seu espaço! Muito bom! Não tenha vergonhaaaaaaaaaaaaaaaa, escreva, escreva, escreva!

Um abraço.
P.S.: EStou te acompanhando, ok?

Vanessa David.

20 de janeiro de 2009 às 03:58  
Blogger Rafael disse...

entendo sua timidez pensando em alguém, pela sua janela, te observando sentando pelado e botando tudo pra fora.

20 de janeiro de 2009 às 17:46  
Blogger Vanessa David Justo disse...

Obrigada pelo comentário! Um grande abraço!
Vanessa David.

21 de janeiro de 2009 às 13:45  
Blogger Rafael disse...

Ok, no more comments. Move on to the next post.

29 de janeiro de 2009 às 23:28  
Blogger Jubsky disse...

O texto é a gente na hora em que a gente escreve. Depois, quando é só papel, não é mais a gente. Aí não tem do que ter vergonha. A hora da escrita é a hora da maior exposição. Depois é depois.

12 de janeiro de 2012 às 09:02  

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