sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma quarta de cinzas

A água invadiu a sala. O mar invadiu a areia. As ondas gigantes que batem na beira causam estrondo como berros de uma sereia. Cheio de troço na areia. Côcos, garrafas, copos, prancha quebrada, saco de batata, sujeira, muita sujeira. Até o cachorro que passa não percebe a lua cheia. Cheira. Procuro a lua nesta tarde cinza de quarta-feira de cinzas onde o sol não brilha e saiu pela porta de trás e não se pôs na frente, ao mar, como sempre faz. Fim de carnaval, não estou tão mal, não que não tenha bebido tanto e passado mal, mas fiz bastante xixi, inclusive no banheiro público que botaram bem ali, no meio da praça. Bom menino este que vem e que passa e se segura pra não sujar a rua. Friozinho na praia, névoa rasteira que sobrevoa toda a raça e essas coisas à toa que me perturbam e tiram a graça. Amanhã tá tudo bem. Hoje, porém, não posso dizer que não esteja também.

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